Aeroporto de Congonhas terá pista principal reformada; entenda

Durante as obras, entre 5 de agosto e 5 de setembro, a pista principal será interditada

A pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), passará por obras de recuperação do pavimento asfáltico. Com um investimento de R$ 11,5 milhões, a intervenção vai exigir o fechamento total da pista por 32 dias devido à complexidade da tecnologia a ser aplicada ao pavimento.

Com as obras, a pista principal do aeroporto contará, entre outros benefícios, com uma sensível melhoria da capacidade de drenagem, aumento da aderência do pneu da aeronave ao pavimento e redução da possibilidade de aquaplanagem (hidroplanagem).

Neste período, o Aeroporto irá operar por meio da pista auxiliar. Com a anuência da ANAC emitida nesta segunda-feira (20), as obras começam no dia 5 de agosto, com previsão de conclusão para 5 de setembro. Para a execução dos serviços dentro do prazo estabelecido, serão alocadas equipes 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os trabalhos incluem serviços de fresagem do revestimento asfáltico existente, execução de camada estrutural de concreto asfáltico (CBUQ) com grooving na região das cabeceiras; e de camada superficial porosa de atrito (CPA). A técnica CPA não utiliza emendas transversais no pavimento, sendo necessário um trabalho contínuo para seu melhor resultado, evitando-se interrupções.

“A Infraero está aproveitando a queda na movimentação de passageiros e operações, em decorrência da pandemia da Covid-19, para adiantar o calendário de obras da empresa. No caso de Congonhas, a obra faz parte de manutenção periódica e servirá para garantir que aeroporto siga operando em condições normais, especialmente de segurança, pelos próximos dez anos”, explicou o superintendente do aeroporto de Congonhas, João Marcio Jordão.

Todas as ações de planejamento para a obra e para manutenção da segurança das operações foram alinhadas e desenvolvidas com a contribuição das companhias aéreas, Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) e demais stakeholders, como Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), vinculado ao Comando da Aeronáutica, Secretaria de Aviação Civil, do Ministério da Infraestrutura, e Agência Nacional de Aviação Civil.